Languedoc-Roussillon


O Languedoc – Roussillon é o maior vinhedo do mundo. Do Rhone ate a fronteira espanhola, é cinco vezes maior do que o vinhedo da Austrália. Sua diversidade geológica e geográfica confere-lhe uma panóplia de terroirs únicos, com terroirs inesperados, como os terraços de xisto no Banyuls ou areias do Golfo dos Leões, que pode ser visto da praia. Na seqüência de uma grave crise vitícola dos anos 70, a vinha foi totalmente reconstruída, arrancando as variedades pobres e replantio de novas cepas nobres. Trinta anos depois, a região está surgindo no mercado mundial, tem muitos sucessos de exportação e se tornou a nova grande região vinícola francesa.

http://www.languedoc-wines.com

CLIMA
Vasto anfiteatro natural entre o “Massif Central” e do Mediterrâneo, o Languedoc e Roussillon aproveitam plenamente o clima mediterrânico, aonde a vinha parece predestinada. Inverno seco e ventoso, chuvoso na primavera e no outono, após a colheita, ensolarado máximo. A região viva no ritmo de dois ventos violentos, o Mistral e a Tramontane, que são responsáveis para secar bem as videiras e minimizar o risco de doenças. Se o clima quente do litoral favorece os vinhos exuberantes, aromáticos e redondos na boca, no interior, no entanto, sobre as colinas que fazem fronteira com os contrafortes do Massif Central, os vinhos tornam-se mais estruturada. Nos subúrbios, a Carcassonne, o clima conhece também influências atlânticas.
GASTRONOMIA

“Escalivada à la catalane”
4 Pessoas

Ingredientes
• 2 berinjelas
• 2 abobrinhas
• 1 pimentão verde
• 1 pimentão vermelho
• 1 cebola grande
• 2 tomates
• 2 dentes de alho
• azeite de oliva
• sal, pimenta
• tomilho
• louro
• ervas finas

Preparação
Lavar e secas os legumes, cortar em dois no sentido do comprimento. Cortar as extremidades das berinjelas e abobrinhas, retira as sementes dos pimentões. Descasque a cebola, mas deixar inteira. Coloque os legumes em uma assadeira para o forno, colocar o azeite, sal. Deixa na posição grelhar até que a pele escurece e borbulha. Cuidar com os legumes porque não cozinham na mesma velocidade, colocar aos poucos dum recipiente fundo. Fechar bem esse recipiente. Deixar assim no mínimo 1 hora, o tempo que a condensação cai.Descascar os legumes, cortados em tiras ou cubos, colocar num prato, se possível de barro. Adicionar o alho cortado grosso, sal, pimenta, tomilho, louro e as finas ervas como desejado. Regue com o azeite e misture bem. Deixar no mínimo meio dia, mexendo de vez em quando e adicionando azeite se necessário.

TERROIR

Entre Nimes, Perpignan e Carcassonne, os solos são muito variados. Este geologia atormentado justapõe terraços argilo arenosa e xisto, como no Roussillon, com vinhas em terraços na beira mar, onde os Pirineus mergulho para o azul do Mediterrâneo. Há também pedras ou pedra calcária. Surgem a partir dessa diversidade de solos uma panóplia de vinhos muitos diferentes, com inúmeras variações aromáticas, às vezes até mesmo dentro da mesma denominação. Em geral, se a areia e pedra calcária de origem sedimentar, domina na parte litoral, o xisto de uma montanha.

Une historia turbulenta

A história do vinhedo do Languedoc começa com os gregos, quando introduziram a vinha ao século V a.C. É como vários, outros vinhedos franceses que realmente tem seu auge impulsionado pelos romanos, que assumiram a tocha, grande conhecedores da saúde e do cultivo da vinha. É desde então que a viticultura desempenha um papel vital na economia regional

 

Um começo promissor

Durante o primeiro milênio, os vinhos do Languedoc eram geralmente obtidos por um método único, chamado “passerillage”, que consistia a secar as uvas colhidas no sol para um maior amadurecimento. É a construção do Canal du Midi, no século XVII que dará um primeiro impulso para a vinha, impulsionando todo o setor econômico regional e em especial a indústria do vinho. Viajando por toda a região, ligando o Oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo, permite o conhecimento e a venda dos vinhos regionais. Os produtores também aproveitaram a falta de vinho que foi o resultado do inverno  rigoroso de
1709 que dizimou grande parte das vinhas. No final do século XIX, o desenvolvimento da ferroviária permitiu enviar vinho mais fácil para os mineradores
e trabalhadores do norte da França em particular. Este foi o período de maior prosperidade do vinhedo do Languedoc.

 

O golpe da filoxera

Em 1868, a filoxera coloca um fim a essa grande expansão. O insetos atacando as raízes das videiras, destruindo a vinha inteira e forçou os produtores a arrancar os plantio nativas. É através de enxertos com plantio americanos mais prolíficos e ao progresso da mecanização que a vinha vai renascer deste terrível desastre. O replantio levou os produtores a se preocupar menos com a qualidade do que a quantidade e altos rendimentos. O vinhedo produz o maior volume de vinho de mesa a nível nacional, com rendimento de até 120 hectolitros por hectare. As colheitas eram abundantes, mas certamente em detrimento da qualidade do vinho, muitas vezes julgado leve e sem muito sabor. A queda dos preços foi tão imediata, especialmente desde que o excesso de produção era nacional. É esta queda de preços, juntamente com uma fraude que organiza mercados paralelos de “vinho de açúcar” (produzido, embora a lei não permite, com base em açúcar de beterraba) e vinho adulterado (abuso de chaptalização na época da colheita) que irá liderar as rebeliões de 1907, evento comemorado do seu centenário em 2007.

 

O renascimento do Vinhedo

Foi em 1945, após a criação do INAO (Institut National des Appellations d’Origine), em 1936, que o vinhedo e seus terroirs começam a ser reconhecido nacionalmente. As primeiras denominações em VDQS (Vinho De Qualidade Superior) aparecem em todos os nomes dos terroirs, denominações
que serão transformadas mais tarde por AOC(Appellation d’Origine Contrôlée).

Desde o início de 1980, o vinhedo conhece uma grande reformulação tanto quantitativa como qualitativamente. Longamente associado à sua má reputação, recuperou seu terroir e começou uma reestruturação geral de seu vinhedo. Em 1975, a seleção e pesquisa sobre a caracterização dos solos são realizadas, acompanhada de pesquisa sobre padrões de conduta das vinhas, os rendimentos e controle de vinificação.

Esta reestruturação estratégia leva à classificação em diversas Denominações de Origem, garantindo a qualidade e a autenticidade dos vinhos.

 

O Languedoc continua sua revolução

Hoje em dia, novos desafios estão se empenhando das vinhas do Languedoc. Os padrões de consumo mudaram, a produção de vinhos se internacionalizou e com isso novos desafios. E é feito em 2007, o reconhecimento da denominação AOC Languedoc régionale, que se torna a denominação referência da reorganização de toda a gama das denominações do Languedoc cujo principal objetivo é garantir melhor visibilidade para o consumidor.

 

 

O Languedoc-Roussillon é o maior produtor de vinhos de mesa, outros são IGP (Indicação Geográfica Protegida) e AOC (Apelação de Origem Controlada). Tinha do Languedoc um ultimo AOVDQS (Apelação de Origem Vinho Delimitado de Qualidade Superior), a « côtes-de-la-malepère », que passou AOC sob a denominação malepère o 2 mai 2007.

 

AOC du Languedoc

Representa 39 000 ha. O rendimento médio em AOC é de 45 hl/ha. Varia conforme os vinhos. O vinhedo conheceu uma profunda reestruturação com um desenvolvimento das cepas meditareneas como a grenache, mourvèdre ou a syrah, principais nos novos plantios.

Denominações Vinhedo Brancos  Tintos e Rosé  Vinhos efervescentes  Total  Rendimento 
AOC – VDN – ESPUMANTES hectares  hectolitro hectolitro  hectolitro  hectolitro  hl / ha
 Blanquette de Limoux  670 33 490  33 790 50
 Limoux méthode ancestrale  156 6 412  6 412  50 
 Crémant de Limoux  482 25 622 26 662  50 
 Limoux   156 3 487   2 925  6 412  50
 Cabardès  383   17 345  —  17 345  50
 Corbières  13 034  10 220 549 780   —  560 000  50
 Corbières-boutenac  1 429  5 117  —  5 117  45
 Languedoc  9 661  63 243  333 167  —  396 410  50/60
 Fitou  2 562  93 463  —  93 463  45
 Minervois  4 289  4 000 166 000   —  170 000  50
 Minervois-la-livinière 2 600   7 000  —  7 000  45
 Malepère  461  19 964  —  19 964  50
 Muscat de Frontignan  200  5 000  —  5 000  30
 Muscat de Mireval  288  6 856  —  6 856  30
 Muscat de Saint-Jean-de-Minervois  188  5 365  —  5 365  30
 Muscat de Lunel  357  8 209  —  8 209  30

 

 

Coteaux-du-languedoc

Essa denominação, pode ser utilizada até o 3 de Maio de 2012, quando será completamente substituída pela denominação Languedoc. Ela junta
as denominações seguintes :

Coteaux du Languedoc Vinhedo  Branco  Rosé Tinto  Total  Rendimento 
 AOC – Tinto – Rosé – Branco hectare hectolitro hectolitro hectolitro  hectolitro hl / ha 
 Cabrières 60 3 600 3 600
 Clairette du Languedoc 60 3 600 3 600
 Faugères 1 904 802 72 311 73 113
 Gres de Montpellier
 Clape
 La Méjanelle
 Montpeyroux
 Pezenas
 Picpoul de Pinet
 Pic Saint-Loup
 Quatourze 3 129 1 365 124 129 125 494
 Saint-Chinian 3 129 1 365 124 129 125 494
 Saint-Christol
 St. Drézéry
 Saint-Georges-d’Orques
 Saint-Saturnin
 Terrasses du Larzac
 Sommières
 Vérargues

 

 AOC du Roussillon

As denominações, superfícies e dados de produção:

Tipo de vinho Denominação  Superfície  (hectares)  Volume (hectolitros) 
 Vinho de mesa 1 657 93 566
 IGP  Côtes-catalanes 6 833 407 557 
 Côte-vermeille 5 328 
 Pyrénées orientales 425  24 061 
 AOC  Collioure 558 18 745
 Côtes-du-roussillon 5 910  231 924 
 Côtes-du-roussillon Les Aspres 56  1 596 
 Côtes-du-roussillon villages 1 577 51 109 
 Côtes-du-roussillon villages Caramany 117 4 252 
 Côtes-du-roussillon villages Lesquerde 54  2 226 
 Côtes-du-roussillon villages Tautavel 261  10 219 
 Côtes-du-roussillon villages Latour-de-France 158  4 784 
 VDN  Banyuls 1 016 19 611 
 Banyuls grand cru 232  4 001 
 Grand Roussillon 1 120  30 622 
 Maury 608  12 752 
 Muscat de Rivesaltes 5 936  119 830 
 Rivesaltes 4 891  96 439 

Vins de pays

Ao lado do vinhedo AOC, variedades de cepas conhecidas foram plantadas no objetivo de elaborar vinho varietal. Os rendimentos são muitas vezes superiores. A produção dá vinhos frutados e típicos, frescos e leves.

Eles são comercializados sob o nome Vin de Pays de zona (local) ou do departamento ou regional (Vin de pays d’Oc )

As cepas são aqueles na área das AOC ou variedades conhecidas de regiões de prestígio para os vinhos varietais.